Por favor, me chame de Doutor!

Sonho dourado do estudante de Direito.

Há até aqueles que invocam o tal decreto imperial dando o título de Doutor para o bacharel.

Título de que? Título para que? Título para quem?

A gente que é do Direito é doutrinado a privilegiar a forma e o formalismo.

Somos metidos a escrever e a falar difícil.

Inventaram até nome para isso: juridiquês. A gente é tão enjoado que cria nome rococó para a própria enjoeira. Pense bem!

Vestes talares, taileur, terno e gravata, sobriedade, discrição, balança e Themis. 

Excelência para cá e ilustríssimo para lá.

Não nos damos conta da grande teia de bobagens em que nos enfiamos.

Com raras exceções, quanto mais verniz, menos conteúdo de valor.

Pare de se esconder atrás das máscaras e cascas do Direito.

Isso está cada vez mais fora de moda.

Invista na essência, no conteúdo.

Estude o que ninguém estuda e fale sobre o que ninguém fala.

E, acima de tudo, atue para resolver os problemas reais das pessoas.

Pronomes de tratamento e teorias vazias não convencem e não resolvem a vida de mais ninguém.

Quanto mais pessoas te entenderam, mais diferença você fará no mundo e em sua própria vida.

Seja um jurista de verdade. De carne e osso, fala e escrita fácil.

Será libertador!

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